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Book of Kells - O livro mais lindo do mundo


Book of Kells — A descrição da carta diz:

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Mas o que é O Livro de Kells ?  

O Livro de Kells pode ser considerado o livro mais belo do mundo pois é o mais ilustre de um grupo de manuscritos entre o final do século VI e o início do IX, nos monastérios da Irlanda, Escócia e do norte da Inglaterra.  A história diz que no começo do século VIII foram produzidos os Evangelhos de Durham, os Evangelhos de Echternach, os Evangelhos de Lindisfarne e os Evangelhos de Lichfield. Todos estes manuscritos apresentam semelhanças do ponto de vista do estilo artístico, da escrita e das tradições escritas, as quais têm possibilitado reagrupá-los na mesma família. O estilo plenamente conseguido das colorações coloca o Livro de Kells entre as obras que vieram a ocorrer mais tarde desta série. Por volta do final do século VIII ou início do IX,  básicamente  na mesma época do Livro de Armagh. 


A obra respeita a maioria das normas iconográficas e estilísticas presentes nestes escritos mais antigos: por exemplo, a forma das letras decoradas que iniciam cada um dos quatro Evangelhos é muito semelhante entre todos os manuscritos das Ilhas Britânicas compostos nesta época.  A página introdutória do Evangelho segundo Mateus nos Evangelhos de Lindisfarne e a do Livro de Kells possuem semelhanças, ambas possuem intrincados desenhos decorativos no interior dos contornos das letras iniciais do texto.


















 


 Origem

O Livro de Kells teve seu nome dado pela  abadia de Kells, situada em Kells, na Irlanda.
A abadia, onde conservou-se o manuscrito por um grande período da Idade Média, foi fundada no início do século IX, na época das invasões vikings. Os monges eram originários do monastério de Iona, localizado numa das ilhas Hébridas situada em frente à costa oeste da Escócia. Iona possuía uma das comunidades monásticas mais importantes da região desde que São Columba, o grande evangelizador da Escócia, que a havia tornado seu principal centro de irradiação no século VI. Quando a multiplicação das incursões vikings acabou tornando a ilha de Iona tornando-a perigosa, a maioria dos monges partiram para Kells, que converteu-se assim no novo centro das comunidades fundadas por Columba.

A determinação exata do lugar e da data da produção do manuscrito tem sido fonte de inúmeros debates. Segundo a tradição, o livro data da época de São Columba (também conhecido por São Columcille), talvez escrito por ele mesmo em pessoa. Contudo, estudos paleográficos têm demonstrado que esta hipótese não é verdadeira, uma vez que o estilo caligráfico usado no Livro de Kells desenvolveu-se posteriormente à morte de Columba. Evidências mostram que o Livro de Kells foi escrito por volta do ano 800. Há uma outra tradição, com maior aceitação pelos estudiosos irlandeses, que sugere ele ter sido criado por ocasião do aniversário de 200 anos da morte do santo. Produziram-se, pelo menos, cinco teorias diferentes sobre a origem geográfica do manuscrito. Na primeira, o livro poderia ter sido escrito em Iona e trazido às pressas para Kells, o que explicaria a razão dele nunca ter sido concluído.

Na segunda, sua redação poderia ter-se iniciado em Iona antes de ser continuada em Kells, onde teria sido interrompida por algum motivo ignorado. Outros pesquisadores supoem que o manuscrito poderia ter sido totalmente escrito na scriptoria de Kells. Uma quarta hipótese situa a criação original da obra no norte da Inglaterra, possivelmente em Lindisfarne, antes de ser levada até Iona e depois para Kells. O Livro de Kells, finalmente, poderia ter sido produzido em um monastério desconhecido na Escócia. Embora a questão da exata localização da produção do livro provavelmente nunca seja respondida de maneira conclusiva, a segunda teoria baseada na dupla origem de Kells e Iona é atualmente a mais amplamente aceita. Por outro lado, sem querer determinar qual a hipótese correta, o certo é que o Livro de Kells foi produzido por monges pertencentes a uma das comunidades de São Columba, que mantinham estreitas relações com o monastério de Iona.


Descrições


O Livro de Kells contém os quatro Evangelhos constitutivos do cristianismo, precedidos de prólogos, resumos e transições entre certas passagens. Está redigido em maiúsculas com um estilo tipográfico tipicamente insular, com tinta preta, vermelha, violeta ou amarela. O manuscrito consta atualmente de 340 folhas em pergaminho, chamadas fólios. A maioria destes fólios era na realidade parte de folhas maiores, os bifólios, que se dobravam em dois para formar dois fólios. Vários destes bifólios são agrupados e costurados, para obterem-se os cadernos. Pode acontecer de um fólio não fazer parte de um bifólio mas seja uma simples folha solta inserida em um caderno.
Estima-se que cerca de trinta fólios foram perdidos, uma vez que em 1621, James Ussher ao examinar a obra contou 344 páginas. As folhas existentes estão agrupadas em trinta e oito cadernos, cada um deles contém de quatro a doze folhas (de dois a seis bifólios); o mais comum é encontrar cadernos de dez folhas. Alguns fólios são folhas únicas. As páginas mais decoradas geralmente são encontradas em folhas soltas. Os fólios tinham linhas traçadas sobre eles, às vezes dos dois lados, para facilitar o trabalho de escrita dos textos pelos monges: os furos feitos com agulha e os traços podem ainda ser vistos em alguns lugares. O pergaminho é de boa qualidade, apesar de ser trabalhado de maneira desigual: algumas folhas têm uma espessura semelhante ao couro, enquanto que outras são muito finas, quase transparentes. O manuscrito tem 33 cm de comprimento por 25 cm de largura, sendo este um tamanho padrão, apesar de estas dimensões serem posteriores ao século XVIII, período em que as folhas tiveram uma pequena redução durante um processo de reencadernação. A área do texto cobre aproximadamente 25 cm de comprimento por 17 cm de largura, e cada página de texto contém entre dezesseis e dezoito linhas. Contudo, o livro parece estar inacabado, na medida em que algumas ilustrações parecem simples esboços.

 

Seu Conteúdo

 

 

No seu estado atual, o Livro de Kells apresenta, depois de alguns textos introdutórios, o texto integral dos Evangelhos segundo Mateus, segundo Marcos e segundo Lucas. Em relação ao Evangelho segundo João, está reproduzido até o versículo 17:13. O restante deste Evangelho, assim como uma parte dos escritos preliminares, são impossíveis de encontrar. Provavelmente perderam-se devido ao roubo do manuscrito no século IX. O que resta dos escritos preliminares faz parte dos fragmentos de listas de nomes hebreus contidos nos Evangelhos, os Breves causae e os Argumenta dos quatro Evangelhos e finalmente as tábuas canónicas de Eusébio de Cesareia. É bastante provável, como no caso dos Evangelhos de Lindisfarne ou do Livro de Durrow, que uma parte dos textos perdidos inclua a carta de São Jerónimo ao Papa Dâmaso I, designada Novum opus (obra nova), na qual Jerónimo justificava a tradução da Bíblia em latim. Pode supor-se também, embora com algumas reservas, que os textos continham a carta de Eusébio, chamada Plures fuisse, onde o teólogo ensina o uso correcto das tábuas canónicas. De todos os evangelhos insulares, apenas o de Lindisfarne contém esta carta.

Existem dois fragmentos de listas contendo nomes hebreus: um deles está no anverso do primeiro fólio e o outro, no vigésimo sexto, está no final dos textos introdutórios do Evangelho segundo João. O primeiro fragmento contém o final da lista destinada ao Evangelho segundo Mateus, tendo em conta que o início da lista devia ocupar outras duas folhas, que hoje estão desaparecidas. O segundo fragmento mostra a quarta parte da lista para o Evangelho segundo Lucas; certamente as três quartas partes restantes deviam ocupar outras três folhas. A estrutura do caderno em questão torna altamente improvável a ideia de poderem estar faltando três folhas entre os fólios 26 e 27, o que induz a pensar que o segundo fragmento não está no seu local original. Não existem vestígios das listas dos Evangelhos de Marcos e João.





 Onde encontrar

Se você busca conhecer o Livro de Kells, pode ser que encontre na  Trinity College 
situada em Dublin, Capital da República da Irlanda. Lá se encontra uma enorme exposição levando o espectador a conhecer suas páginas e curiosidades sobre o livro.  Os preços a se desembolçar para tal seria em torno de  €9.00  para Adultos e  €8.00 para estudantes. Lembrando que o Tour pelo prédio é práticamente Auto-Guiado, ou seja, existem painéis e vídeos com explicações sobre o livro. Como nada é perfeito, também não é permitido tirar quaisquer foto de alguma página ou relativos, sendo restrita a entrada com Câmeras ou derivados.






Uma  animação  em 2D  criada por irlandeses para contar a história do livro de forma  mágica e tentando ao máximo ser fiel  para alcançar a estética celta, e também explorando ao máximo os elementos do livro.






12 comentários:

  1. I hate google translate. Can't read what looks like an awesome article D:

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  2. Muito interessante, eu nunca tinha ouvido falar desse livro, pelas imagens o design dele é sublime... Imagens e contornos todos detalhados com perfeição...
    Quanto ao conteúdo que, se for mesmo o evangelho que tem na bíblia, que fiquei um pouco decepcionado. Não que o que esteja na Bíblia não seja "digno", pelo contrário, mas eu esperava algo mais "secreto".

    E gostei do trailer desse filme, quero assistir :]

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  3. Interessante o fato de ter um colégio que guarda ele...

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  4. Porra que coisa doida. Deve ser bom esse jogo

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  5. mmmh im gona have to buy those books or snag em from a freind of mine :3

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  6. I really want to see that film.

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  7. I want to watch that too! Seems interesting!

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  8. A volleyball from Mission Control strokes the lamp, and Britney Spears takes his bowling ball and was attacked by Afghanistan.0110011001101110011011110111001001100100

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  9. Como sou apoixonada por filmes, me deparei com esta linda obra de arte em desenho. Não sabia que existia este livro e me peguei pesquisando sobre o Livro de Kells e fiquei mais encantada em saber que foi um dos primeiros evangelhos a serem escrito que hoje é a nossa maravilhosa biblia completa, pena estar incompleto. Parabéns a escola que mantem este precioso livro e obrigada pelo profundo aprendizado, repassarei para minha filha e neta mais este conhecimento, pois afinal a unica coisa que não perdemos nesta vida é o CONHECIMENTO.

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